sábado, 2 de abril de 2005

Relation ship

Antes do pôr-do-sol eles se encontram e decidem tomar um café. O lugar escolhido é calmo e bucólico. Eles escolhem uma mesa perto da mata e - demoram um pouco, mas - fazem seus pedidos. Depois disso começam a conversar sobre qualquer coisa. Nada que mudaria a vida dos dois naquele momento.
Seus pedidos chegam e eles se calam parcialmente. Ela bebe o seu suco e ouve atentamente o que ele fala periodicamente. Como sempre, ela tem medo, prefere só ouvir, sente-se sempre superficial e desinteressante quando começa a falar.
Então as palavras dão lugar ao canto das cigarras e ao farfalhar das árvores.
Eles se separam algum tempo depois, mas ela não pára de perguntar-se o que teria feito errado desta vez, o que virá então a acontecer, no que deveria acreditar. Ela sente a necessidade de esperar algo mas não sabe o quê.
Ela ainda precisa apanhar um pouco mais para saber que não adianta tentar ser outra que não ela mesma. Mas ela continua amedrontada. Desarmada. Desamada.

Thaïs Gualberto

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