segunda-feira, 9 de maio de 2005

A verdade sobre A Lâmpada Maravilhosa

Eu sempre fui muito cético em relação a magias e misticismos, sempre disse a todos em alto e bom som que não acreditava em deus, anjos ou fantasmas. Descobri que era um mentiroso quando me deparei com uma lâmpada igual à do Alladin no meio da rua. Olhei para os dois lados antes de escondê-la no meu casaco e correr para casa louco de curiosidade.
Sentei-me na poltrona e deixei a lâmpada em cima do centro enquanto a encarava e me punia ao mesmo tempo. Tolo foi o termo mais sutil que usei entre vários outros.
Finalmente cansado da dúvida, precipitei-me sobre a lâmpada e comecei a esfregá-la entre as minhas mãos.
Não sei dizer se fiquei maravilhado ou apavorado quando constatei que estava saindo uma fumacinha multicolorida de dentro da lâmpada, era "a maravilhosa"!
Depois que a sala já estava repleta de fumaça, vi esta começar a se condensar e formar um vulto. Depois de alguns minutos estava na minha frente uma mulher de traços belíssimos e corpo escultural. Pude ver nitidamente que ela tinha traços árabes, fiquei encantado com aquela beleza exótica. Imagino que para cada um que possua a lâmpada o gênio toma uma forma árabe do seu gosto...
Passado esse momento, ela começou a falar comigo, provavelmente dizia que eu tinha direito de realizar três desejos, mas eu não entendo árabe, então não posso ter certeza. Tentei fazer os meus pedidos em português, mas ela apenas me encarava com um olhar de dúvida. Lembrei-me da propaganda do CCAA e comecei a falar em inglês, mas ela parecia continuar a não me entender (maldita propaganda enganosa). Ainda tentei falar em espanhol e francês (apesar de não ter domínio dessas línguas), mas nada adiantou. O negócio era árabe.
Acabei pedindo um kibe, uma esfiha e um beirute. Pelo menos estavam mais gostosos que os do Habib's.

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