sábado, 24 de junho de 2006

Sentada no chão da minha casa ela admitiu que só estava comigo por interesse. Eu fingi que já sabia e disse que não me importava com isso. Eu gostava de estar com ela e acreditava que agüentaria me sujeitar à humilhação que fosse para ficar ao seu lado. Hesitou um pouco quando propus que continuássemos como estávamos, mas cedeu. Dessa maneira ela poderia continuar com seu plano inicial.
O que eu não sabia era que machucava mais estar ao lado dela enquanto pensava em outro, do que estar longe, me alimentando de um amor platônico. Aos poucos uma angústia tomou conta de mim, como se eu tivesse cólicas eternas. Toda vez que eu me deitava com ela podia ouvir seus pensamentos chamando o nome de outro homem. Chamei-a pelo nome da mãe dela, só para irritar.
Hoje estamos casados e com dois filhos.

Nenhum comentário: