sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Uma caixinha de música toca em meio às vozes deconhecidas. Bebo a minha cerveja, ah que saudades dela! Sei que pareço uma alcoólatra falando assim, mas ela é a minha única companheira, eterna, presente nos bons e nos maus momentos. Estou aqui, escrevendo novamente naquelas situações nas quais me encontro com frequência: sozinha em meio a uma pequena multidão, que conversa sem parar, porque não são como eu e sempre saem acompanhadas de diversos amigos. Meu discurso é chato, constante, mas a situação insiste em se repetir. Talvez eu tenha sido feita sob encomenda para a solidão. Pff, nem eu acredito nas baboseiras que escrevo. Mas a culpa é minha mesmo, por ter me identificado com grupos nos quais não me enquadro.
As luzes são fracas e me atraem como uma mariposa. Eu devo agora admitir que não escrevo movida pela inspiração, mas pela necessidade. Por isso o que digo talvez não faça sentido para mais ninguém. Mas me ensinaram no curso de inglês como nomear isto: stream of consciousness. Então digo-lhes que sou praticamente uma Virginia Woolf, mas é claro que vocês sabem que eu estou mentindo. Acho que é melhor parar de enrolar e voltar ao meu esforço extremo e frequente de me enquadrar em grupos aos quais não pertenço. Boa noite.

2 comentários:

Samuel Gois disse...

você é do meu grupo gatinha, o grupo desenquadrado, redondinho... :*

Thaïs disse...

E olhe que eu bebo Skol!