terça-feira, 17 de setembro de 2013

E o vento levou

1. Dove asked women what they did to maintain the ends always straight:

2. Frankly, my dear, I don't give a damn.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Adeus, mundo cruel

1. People have to understand that the world is cruel!

3. And there's nothing we can do about it!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Lança, Cuba, lança!

1. We have this one life to appreciate the grand design of the universe.

2. And for that, I'm extremely grateful.

3. Housemaids! Revalidate! Communist dictatorship! Slaves! Corral!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Eduardo saiu de casa

Eduardo saiu de casa
para ir à padaria,
não levou seu cachorro junto
porque não precisaria.

Comprou pão
e comprou crédito
bem perto da sua casa,
na rua da casa minha.

Às sete horas da noite
Eduardo voltava tranquilo,
a rua movimentada,
alheio ao que viria.

Podia ser qualquer um
mas escolheu Eduardo,
seus dois metros de altura
jamais o impressionaram.

Uma faixa contra uma arma
pouco poder possui,
o estalo seco ecoou,
a vizinhança se alvoroçou,
Eduardo jazia inerte
na calçada da minha casa.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Prego #6

Quadrinho publicado na Prego #6


Autobiografia de uma desconhecida VII


7. O templo da vodka

Eu sempre, durante toda a minha vida, senti que tinha menos dinheiro do que precisava para manter meus hábitos. O engraçado é que eu sempre fui extremamente pão duro (e até motivo de chacota eventualmente por causa disso). Independente do quanto recebesse, de mesada ou salário, sempre foi (um pouco?) menos do que eu precisaria para viver tranquilamente.
Na adolescência, quer dizer, quando eu fiz dezoito anos, porque eu nunca fiz nada ilegal na vida, minhas amigas vinham para a minha casa todos os sábados para matar uma garrafa de vodka (coisa que a gente nunca conseguiu, uma garrafa geralmente dava para duas noites) e depois ir para a finada Feirinha de Tambaú, ficar dando voltas para ver os rostos conhecidos e desconhecidos do lugar.
Por motivos econômicos, acabamos por ter momentos inesquecíveis (dinheiro não traz felicidade e coisa e tal). Minha casa sempre foi um ponto de encontro, desde os tempos dos meus pais, passando pelos meus irmãos e por fim, por mim (e nesse meio tempo tornou-se também ponto de encontro pra metade da cidade, mas essa é uma conversa à parte). Invariavelmente, minha amiga de infância era a primeira a chegar. E enquanto eu me decidia se usava gola rolê ou meia-calça arrastão (em plena João Pessoa), elas iam chegando, uma a uma para começar os trabalhos.
Éramos as gabrieeelas (eu nasci assim, eu cresci assim...), ao todo cinco, com algumas agregadas ocasionalmente. Jogávamos poker, bebíamos vodka com refrigerante, suco ou refresco e de vez em quando baixava a Frida Kahlo em alguém que resolvia entornar a garrafa depois de gritar “more tequila!”, mas no fim das contas, quase sempre tinha alguém que passava do ponto, ou pelo menos foram esses dias que ficaram marcados na minha memória (não há graça de lembrar dos dias onde todas se comportaram perfeitamente).
Também nos acompanhava sempre um pequeno sapo de pelúcia chamado Catota, que usava uma corrente fechada com cadeado de diário à la Sid Vicious. Foram momentos felizes que deixaram saudades, mas o tempo é cruel e voa mesmo que a gente não queira. Não tenho mais o mesmo corpo, não tenho mais o mesmo tempo nem a mesma disposição(?), com algumas praticamente perdi o contato, mas tenho certeza de que hoje em dia conseguiríamos matar uma garrafa daquelas.