segunda-feira, 31 de março de 2014

Megafone

1. ÀS VEZES EU QUERIA TER UM MEGAFONE NO CARRO,

2. PRA PODER DIZER EM ALTO E BOM SOM:

3. USA A SETA, MIZERA!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Pepe

1. PARECE QUE NASCEMOS SÓ PARA CONSUMIR E CONSUMIR.
2. E QUANDO NÃO PODEMOS,
3. CARREGAMOS A FRUSTRAÇÃO, A POBREZA, A AUTOEXCLUSÃO.

sábado, 8 de março de 2014

Olga, a sexóloga, em: CHATO

1. FALA A VERDADE, OLGA, EXISTE ALGO MAIS CHATO QUE USAR CAMISINHA?

2. TER QUE PEDIR O TEMPO TODO PRA VOCÊS USAREM CAMISINHA.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ai que saudade

1. QUANDO FOR SOLTAR ESPUMINHA NO CARNAVAL,

2. LEMBRE-SE DE UMA COISA:

3. EXISTEM PESSOAS MÍOPES.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Olga, la sexologa directa

1. POR QUE A GENTE TÁ TÃO MAL DESENHADA?
2. É QUE A AUTORA NÃO TEM DINHEIRO PRA PAGAR ALGUÉM PRA DESENHAR

3. E POR QUE NÃO FAZ PLÁGIO PRA GANHAR DINHEIRO?
4. ELA NÃO FARIA ISSO...

Resolvi fazer umas mudanças no traço da Olga, deixar um pouco mais sofisticado, o que acharam?

http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2014/02/27/acusado-de-plagio-autor-de-psicologa-direta-se-defende/

http://cartunistadireto.tumblr.com/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Esquerda

1. THIS WEEK I FIGHTED A THIEF FOR MY BAG.

2. I SAVED THE BAG, BUT HURT THE HAND.

3. THAT'S WHY THE STRIP IS LEFT HANDED. AND DON'T COMPLAIN.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Um sonho

1. IT MIGHT BE POSSIBLE WE RECORD OUR DREAMS IN THE FUTURE

2. THIS WOULD MAKE THERAPY SESSIONS MUCH EASIER

3. I BROUGHT TODAY'S MOVIE!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

24 horas de quadrinho

Nos dias 18 e 19 de janeiro aconteceram as 24 horas de quadrinho, mas eu, claro, só terminei o prólogo hoje. A história em si (as demais 18 páginas) eu pretendo terminar até o fim do mês. Risos.

 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dificuldades

1. I FIND IT DIFFICULT TO RELATE TO PEOPLE.

2. HAVE YOU ALREADY LOOKED FOR A PSYCHOLOGIST?

3. I FIND IT DIFFICULT TO RELATE TO PSYCHOLOGISTS.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Meu processo de arte-final

Esses dias vieram me perguntar na fanpage qual era o meu processo na hora de fazer meus desenhos. Tentei explicar com palavras, mas ficou tão confuso que prometi criar um passo a passo para explicar melhor. Hoje em dia ando com um caderno sem pauta a tiracolo e sempre que tenho tempo desenho minhas tiras nele. Antes eu andava com um caderninho, mas era muito pequeno e eu só fazia alguns desenhos aleatórios (já postei alguns aqui).

Antigamente eu preferia desenhar diretamente no computador (mesmo sendo mais difícil para mim) porque não tinha saco de ficar apagando rascunho, limpando desenho. Mas depois que comprei a mina azul da Pentel (uso a 0.7) agilizei muito o meu processo criativo.



Hoje em dia eu rascunho com o azul e cubro com a caneta nanquim à minha escolha (as duas únicas que encontro pra vender em João Pessoa são a Staedtler e a Uni Pin, que é a que eu prefiro). Pronto o desenho, escaneio a imagem em 600 dpi e levo para o Adobe Photoshop. Como uso o programa desde a adolescência, é onde me sinto mais à vontade, nunca consegui trocá-lo por outro. No Photoshop, mudo o modo de cor para CMYK.


Na aba dos canais, separo todos os canais de cores e fico só com o preto (K).


Seleciono a ferramenta burn, não sei como é em português, mas é essa mãozinha fazendo um "o".


E começo a escurecer as áreas da imagem que ficaram muito claras. Se preferir pode mexer nos níveis (levels) antes (ctrl + l). Eu coloco a seta do preto no comecinho, pra não estourar muito as linhas. Depois, com a ferramenta burn vou fazendo os ajustes mais finos.


Finalizados esses ajustes, copio a imagem e colo no arquivo pré-formatado, com 300 dpi, que criei para uma tira de 3 quadros.



Crio uma nova camada para desenhar os requadros da tira.



E colo as imagens tratadas abaixo da camada dos requadros.



Abaixo da camada dos desenhos eu escolho as cores ou o padrão (pattern) que vou usar.



Depois acrescento o texto, assinatura e salvo a imagem em png e 72 dpi pra publicar na internet.



Fim. Espero ter conseguido explicar direitinho dessa vez =)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O silêncio das inocentes


Esta semana produzi uma tira sobre um fato que ocorreu comigo na infância e me marcou profundamente. Como ocorre com a maioria das mulheres no Brasil (quiçá no mundo), fui abordada por estranhos na rua que acharam oportuno me mostrar seu pênis (usei o termo “pau” na tira, mas acharam engraçado, então para ninguém se confundir quanto ao teor do texto, preferi recorrer ao termo científico). Na segunda vez em que isso ocorreu eu tinha cerca de 11 anos, mas na primeira eu sequer lembro que idade tinha.

Por ser um assunto delicado, muitas pessoas preferem não falar a respeito, mas ao ler a tira, várias outras mulheres comentaram que o mesmo havia ocorrido com elas, um estranho no ônibus ou mesmo um colega da escola. Segundo a pesquisa feita no site thinkolga.com, de 7.762 mulheres, 99,6% responderam que já foram assediadas sexualmente. Dentre outras estatísticas, 90% das mulheres responderam que já trocaram de roupa pensando no lugar onde iriam por medo de assédio, 82% foram agarradas na balada e 68% já foram xingadas por dizer não à cantada de alguém.

Se esse é um fato tão comum, por que é tão pouco discutido? Porque é subestimado. Em um grupo de discussão me apresentaram o termo gaslighting, oriundo do filme À Meia Luz (Gaslight, 1944), de George Cuckor, onde o marido de Paula Alquist (Ingrid Bergman) tenta convencer a ela e aos demais que sua mulher está louca. Segundo o Wikipédia, “gaslighting é uma forma de violência psicológica na qual uma falsa informação é apresentada na intenção de fazer a vítima duvidar da própria memória, percepção e sanidade”. Dadas as devidas proporções, a maior parte das mulheres se sente violada quando sofre qualquer forma de assédio sexual, mas acaba se convencendo (ou sendo convencida) de que está exagerando e no fim das contas, felizmente não aconteceu nada mais sério.

Se você duvida, mostre esse texto a um número considerável de pessoas e veja quantas consideram que estou exagerando, quantas acham que eu preciso de um tanque de roupa suja pra lavar e quantas acham que eu sou “malcomida”. Isso só pra mencionar os termos mais comuns quando qualquer tentativa de se fazer mostrar uma situação incômoda para as mulheres ocorre. Mas enquanto acham que eu estou exagerando, esse tipo de situação tem ocorrido com bastante frequência ao longo da vida das suas mães, irmãs e namoradas. E isso as traumatiza. Eu deixei de andar de bicicleta, mas a Joana deixou de andar de ônibus, a Clarice deixou de usar saias e a Denise não consegue mais confiar nos homens.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tarado

1. When I was about 11 years old, I was riding a bike...

2. A man stood next to me and showed me his dick.

3. Today I'm 28 and never biked again.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Quase

1. I thought I was gonna die in Piracicaba.

2. I thought I was gonna die in Belo Horizonte.

3. I almost died in João Pessoa.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O vagão rosa da Folha

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro de que me agradou saber que a Folha está trazendo cinco mulheres para integrar seu time de quadrinistas. Entretanto, foi inevitável perceber que em todos os outros dias da semana ocupam este espaço dez homens e Laerte (que não se prende a essas bobagens de gênero). Aí lembrei do Salão de Humor de Piracicaba, que criou a exposição Batom, Lápis e TPM para receber a produção feminina, mas neste ano, pelo que vi nos nomes selecionados, não tinha nenhuma representante brasileira no Salão principal. Será que as cartunistas são piores que os cartunistas ou apenas menos conhecidas? Até quando teremos que recorrer ao vagão rosa?

Não me entendam mal, não sou contra o fato de serem criados espaços exclusivos para mostrar a produção feminina, que de outra maneira não está aparecendo, pelo contrário. Faço parte do grupo responsável pela Inverna, uma revista criada para mostrar uma fatia da produção feminina de quadrinhos no Brasil. E sei que essa "reclamação" pode parecer contraditória. Sou aquela pessoa pessoa chata que no meio da mesa redonda pergunta ao editor por que ele não publica mais mulheres. Não porque eu acho que ele tem que ser bonzinho e deixar uma mulher ocupar uma vaga, de forma alguma. Não falo em cotas. Mas, para ele se questionar por que, se Maria é tão boa quanto José ou Jeová, ele escolhe José, Jeová, mas não Maria. Nós não queremos que sejam criadas mesas para falar como são os quadrinhos feitos por mulheres, queremos que numa mesa sobre a problemática da metafísica nos quadrinhos existam mulheres participando, para que não seja necessário perguntar a um homem por que não há mais mulheres fazendo quadrinhos.

Agora é inevitável falar mais uma vez sobre o FIQ. A maior parte da produção de quadrinhos lá exposta era produzida por homens? Sim. A produção feminina era inexpressiva? Não. E como eu sou otimista, diria até que cresce numa progressão geométrica entre as edições do evento. O número menor de quadrinistas se dá, provavelmente, porque as mulheres foram ignoradas durante muito tempo como público ("mulher não gosta de quadrinhos") e como autoras ("não gosto de quadrinhos feitos por mulheres"). Embora os espaços criados para expor os trabalhos femininos sejam muito bem-vindos, não queremos passar o resto da vida dependendo do vagão rosa.

As imagens utilizadas aqui foram retiradas do texto "20 conselhos para artistas femininas de artistas femininas", no site Lady's Comics.